Review | Nossa opinião sobre Louder, álbum de estreia de Lea Michele

Colaboração de @thyagofurts

Depois de anos cavando um espaço na música, após o furacão Glee, Lea Michele conseguiu, finalmente, estrear como cantora. O resultado de dois anos de trabalho é Louder, um álbum que exala a sua vulnerabilidade como artista e, que apesar de não ter muitas canções assinadas por Lea, se torna quase autobiográfico se considerado tudo que ela passou até a morte do namorado, Cory Monteith.

A maioria do disco, de acordo com Lea, foi gravada antes da fatalidade, mas as músicas incluídas depois do ocorrido deram um toque necessário para a o catálogo da cantora. Em Louder, ela não tenta ser o que não é, e essa falta de pretensão torna a sonoridade do disco mais simples e, às vezes, até repetitiva.

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As letras abordam o amor como o tema central e passam por todas as vertentes de um relacionamento. Por este motivo, ela pode atrair mais curiosos, afinal, é difícil não sentir empatia por toda a sua história.

Com músicas mais lentas e melancólicas, o disco até tem canções mais comerciais e feitas para pistas como a faixa-título Louder, Don’t Let Go e On My Way, mas até as mais dançantes não deixam de tocar em assuntos como insegurança. Para quem conhece a caminhada de Lea, fica quase impossível não ouvir o disco como se ele fosse um livro ou um filme romântico, mas com final trágico.

Cada faixa representa uma fase. You’re Mine, por exemplo, fala de quando duas pessoas se descobrem apaixonadas. “Você é meu para a vida inteira”, Lea canta com força, hiperbolizando cada sentimento, coisa que, aliás, ela faz repetidamente, deixando o seu lado atriz tomar conta, por vezes, da sua interpretação musical.

Em entrevista para a mídia internacional, Lea revelou que enquanto Cory era vivo, ela tentava ajudá-lo contra os “seus demônios”. A faixa Louder fala exatamente desse assunto. “Eu quero ouvir a sua voz, não tenha medo. Por que você não grita mais alto?”. Um pedido para que uma pessoa cheia de inseguranças abra o caminho para ser amparada.

Outro fator importante para Lea era ter a sua voz em primeiro plano, sem que fosse ofuscada pela produção. Para isso, ela recrutou Sia, famosa por conseguir extrair as melhores performances vocais de cantoras como Christina Aguilera, Rihanna e até Britney Spears. A parceria faz todo o sentido e resultou em canções melodicamente lindas e cheias de potenciais como Battlefield e a já citada You’re Mine.

Além dessas, Lea Michele teve a oportunidade de gravar mais duas músicas após a morte do namorado: Cannonball e If You Say So. Enquanto a primeira aborda a superação após uma perda, a outra, que conta com a cantora como uma das compositoras e fecha o álbum, fala do luto. “Faz sete dias que estou sem o seu abraço. Quero ver o seu rosto. Tenho algumas coisas a dizer”, canta, transparecendo toda a sua dor e vulnerabilidade.