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#Crítica | Argentino ‘O Segredo dos Seus Olhos’ realmente mereceu o Oscar

Ontem fui assistir ao filme O Segredo dos Seus Olhos, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no premiação deste ano. A estatueta foi realmente muito merecida porque o longa argentino é realmente sensacional. A história de um assassinato acontecido há 25 anos ainda atormenta a vida de Benjamin Espósito (Ricardo Daran), principalmente quando ele resolve se aposentar e escrever um romance sobre o episódio e todas as lembranças voltam do passado para remexer o seu presente.

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Um suspense que coloca o espectador para pensar o tempo todo se as estratégias estão corretas, a duvidar se o assassino é realmente o homem acusad0 de sê-lo e o que farão Espósito e Irene (Soledad Villamil), sua chefe na repartição e seu amor do passado e ainda presente, para fazer justiça. Claro que isso é uma obrigação de todo filme desse tipo, mas O Segredo dos Seus Olhos se supera nesse quesito.

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A direção de Juan José Campanella, que também assina o roteiro, trouxe à película praticamente tudo na dose certa. Os toques de humor, como na cena em que o amigo Sandoval (Guillermo Francella) assusta, sem querer, Espósito enquanto ele revira a casa da mãe do assassino, são muito bem explorados, de uma sutileza ímpar diante do clima de tensão que a edição cria.

Destaque para a cena de plano-sequência no estádio de futebol que dura cerca de cinco minutos e na qual o diretor assumiu uma moderna tecnologia de edição, onde os microcortes das gravações são imperceptíveis e a cena parece ter sido realmente gravada sem interrupção, para a fotografia e para a caracterização das personagens que passam por um envelhecimento muito bem construído.

Soledad lembrou-me muito, pela aparência física, de Marília Pêra. A atuação de Pablo Rago, na pele do viúvo  que sofre a morte da esposa como se sua vida tivesse terminado junto com a dela também é memorável. Enfim, um filme que merece ser assistido não só pelos 33 prêmios recebidos em festivais de cinema pelo mundo, mas também pela história, pelo ritmo da narrativa – agitada onde deve correr, vagarosa quando é preciso calma – e pela mistura de comédia, romance e suspense nas doses certas.

Eis o trailler para que quem ainda não viu correr para o cinema: