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Maze Runner: que o filme seja tão bom quanto o livro!

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Lembra quando terminei de ler Convergente e prometi que daria um tempo nas distopias? Não preciso nem dizer como falhei miseravelmente nessa promessa, né? Mas foi por um motivo justo. Justíssimo, eu diria.

Maze Runner – Correr ou Morrer é o primeiro de uma série de quatro livros e é narrado em 3ª pessoa, mas sempre com foco no protagonista. A história criada por James Dashner mostra Thomas, um cara que acorda sem memórias dentro de um elevador. Quando as portas se abrem, ele se depara com um grupo de rapazes da mesma idade que ele em um misterioso lugar chamado Clareira. A única saída? Um labirinto. Acha pouco? O labirinto ainda é habitado por criaturas horrendas, meio inseto, meio máquinas, chamadas Verdugos.

A Clareira mostra essa pequena sociedade de rapazes sobrevivendo às provações do lugar, que segue uma série de acontecimentos padrões. A cada 30 dias, um novo rapaz é enviado para a Clareira. Mantimentos são enviados semanalmente, as portas do labirinto se fecham todas as noites, entre vários outros. Mas no dia seguinte à chegada de Thomas, uma menina é enviada à Clareira. Quando ela acorda, sua única memória é dizer que tudo está prestes a mudar.

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O livro é sim muito bom. Divertido, cheio de ação e envolvente. Os capítulos são curtos, o que favorece a fluidez da história. Os mistérios vão te prender até a última página e é muito interessante ver as metáforas propostas pelo autor, como por exemplo, os neologismos que esses caras dessa sociedade acabam por criar, como se tivessem um dialeto próprio.

Mas nem tudo são flores. Eu, pessoalmente, não me identifiquei com nenhum personagem. Talvez por nem eles terem memória do que eram antes, eles não tenham sido bem desenvolvidos e aprofundados.

Outro ponto negativo são certas inverossimilhanças com a realidade, como um cara de 16 anos conseguir diagnosticar uma menina em coma e a presença de telepatas na trama. Acho que a história seria ainda mais incrível sem isso. Além disso, Dashner às vezes é didático demais e repetitivo para explicar esse novo mundo em que nos inserimos, resultando em muitos diálogos pobres.

Há ainda uma certa previsibilidade. Consegui acertas várias coisas que iriam acontecer a seguir na trama de Maze Runner. E como não poderia deixar de ser, vi alguns elementos de Jogos Vorazes presentes aqui.

Apesar disso, Maze Runner: Correr ou Morrer é um livro muito bom. Parece até um jogo de videogame, onde os personagens passam de fase a fase até chegar no chefão. Mas há poucas respostas nesse livro. Afinal, essa aqui ainda não é a última fase desse “game book”.

Estou ansioso pelos próximos – que já estão na minha estante!

Abaixo você assiste ao trailer do filme, que estreia no Brasil no dia 18 de setembro: