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Cidades de Papel, próximo livro de John Green a virar filme, é no mínimo instigante

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Depois de me frustrar com John Green em três obras suas, finalmente encontrei um livro dele que foi instigante e nem um pouco previsível: Cidades de Papel me prendeu da primeira à última página.

Sempre fui um algoz de Green. Reclamei de previsibilidade de A Culpa é das Estrelas e de Quem é Você, Alasca? e dos personagens irritantes de Will & Will. Mas dessa vez, o autor conseguiu criar uma história divertida e metafórica ao mesmo tempo.

A história fala de Quentin Jacobsen, um menino que é vizinho de Margo Roth Spiegelman. Depois de uma noite de vingança e aventuras, Margo desaparece. Ela, que é superpopular, vive dando essas escapadas. Os pais acham que é só pra chamar atenção e que logo ela vai estar de volta. Mas Q acha que dessa vez é definitivo. E após encontrar uma série de pistas deixadas por ela, começa a seguir essa trilha em busca da menina pela qual é apaixonado.

Pela primeira vez não acertei um final de um livro de John Green. O que é ótimo. A trama é bem metafórica, falando sobre viver de aparências, em como somos pessoas diferentes fora dos contextos que você nos conhece. Somos uma visão diferente para cada pessoa. E só somos nós mesmos para nós mesmos. E nesse mundo de fachadas, somos todos feitos de papel. Vivemos em cidades de papel. Somos dobráveis e falsos.

Enfim consigo dizer que gostei de Green. Ele finalmente conseguiu arrancar risadas minhas em suas páginas. Mas também, com o combo investigação somada a uma road trip, não tinha erro.

Procurei, procurei e finalmente encontrei John Green em Cidades de Papel.

A adaptação cinematográfica chega aos cinemas em 31 de julho de 2015 e tem Nat Wolff no papel de Quentin e nós já falamos sobre isso aqui.