Pearl Jam cancela show e promete doação para movimento contra lei antigay nos EUA

Pearl Jam cancela show e promete doação para movimento contra lei antigay nos EUA

Foto: Reprodução

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O mundo da música está reagindo com força a uma nova lei antigay criada no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que restringe direitos de transexuais. A capital do estado, Raleigh, está sofrendo boicote de vários artistas que têm cancelado apresentações na cidade como a banda Pearl Jam.

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Em nota publicada em seu site, o grupo chamou de “desprezível” a lei ao justificar o cancelamento do show que faria amanhã, 20 de abril, na capital do estado americano. “As implicações práticas são enormes e o impacto negativo sobre os direitos humanos é profundo. Nós queremos que a América seja um lugar onde ninguém possa ser afastado de seu emprego por causa de quem ama ou porque ser quem é”, lamentou a banda.

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Em consolo aos fãs que perderam a chance de conferir seus ídolos no palco, o Pearl Jam lamentou a situação e se disseram igualmente frustrados com o fato. Além da banda, Bruce Springsteen, o ex-Beatle Ringo Star e até o Cirque du Soleil também cancelaram as performances que faria na Carolina do Norte.

A cantora Cyndi Lauper não entrou para a lista dos eventos cancelados, mas anunciou que o lucro do seu show previsto para junho em Raleigh será doado para os movimentos que tentam anular a criação da lei antigay. O Pearl Jam também promete ajudar financeiramente esses esforços para barrar a legislação.

Entenda a lei
Em março, a Carolina do Norte foi o primeiro estado americano a aprovar uma medida que obriga transgêneros a usarem banheiros e vestiários em escolas e qualquer instalação pública que correspondam a seu “gênero de nascimento” e não aquele com o qual se identificam. Além disso, a medida proíbe governos locais de adotarem proteções contra discriminações baseadas em orientação sexual e de identidade de gênero.