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Para Sempre Alice, que deu Globo de Ouro a Julianne Moore, reflete sobre renúncias da vida

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Há dois dias, Para Sempre Alice rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz para Julianne Moore e essa já é a segunda vez que assistimos ao filme. Primeiro porque ele é sensacional e Moore merece que comentemos sobre sua atuação e depois também porque a gente não queria correr o risco de deixar passar, assim, sem querer, nenhum spoiler.

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Para Sempre Alice segue uma narrativa direta, clara e bem determinada, que promove uma identificação muito próxima da realidade com esse filme divino. Alice é uma cientista, pesquisadora e professora de Linguística bastante renomada. Ela,aos 50 anos, tem um casamento estável e três filhos. Porém, aos poucos, começa a esquecer algumas coisas e esses lapsos de memória a levam a um neurologista. Após uma série de procedimentos, ela recebe a confirmação: Alzheimer precoce. A partir daí, uma direção impecável e atuações elogiadíssimas nos carregam para os conflitos e as renúncias que essa realidade pode trazer de forma inesperada e nada planejada.

Quando existir em alguma premiação o “Troféu Meryl Streep” de cinema, Julianne Moore estará entre as primeiras indicadas sem a menor sombra de dúvidas. Mas enquanto ninguém cria o prêmio, vamos nos basear em dados mais sólidos, como o Globo de Ouro que a atriz ganhou na noite de domingo, 11.Vale inclusive lembrar que ela já foi indicada a pelo menos outros 25 prêmios, tendo ganho, até hoje, 12 deles.

Não somos críticos especializados, mas como admiradores de um bom filme e uma boa diva, podemos apostar que Moore estará entre as atrizes indicadas ao Oscar 2015 e tem grandes chances de ganhar. Em sua atuação, ela seduz o público na entonação, no olhar, na expressão corporal e na forma absolutamente sensível com que consegue se transformar em Alice Howland.

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Créditos também sejam dados aos demais gigantes Alec Baldwin e Seth Gillian. E também a uma – novamente – confusa e perturbada Bella Cullen – não, pera, me atrapalhei! – Kristen Stweart, a Kate Bosworth e vários outros membros de um elenco muito bem amarrado nessa história cheia de símbolos.

Além de Para Sempre Alice, vale muito a pena dedicar algum tempo a outros filmes que também acreditamos que venham por aí nesse Oscar 2015. Ainda falaremos deles, mas cabe uma atenção especial a grandes atuações femininas como a de Jennifer Aniston – surpeendentemente séria – em Cake. Amy Adams, que vem com uma grande lista de acertos garantindo o seu sucesso em Grandes Olhos. Boyhood, gravado em 12 anos com o mesmo elenco e narra a história de um garoto dos 5 aos 18 anos e sua relação com a mãe vivida por Patricia Arquette, que reina no papel e também levou para casa um Globo de Ouro. E fica aqui também a minha dica preferida: confiram o quanto antes Reese Whinterspoon em Livre. São grandes as chances de vermos uma briga dessas mulheres talentosas e especialmente belas na grande noite do Oscar em 22 de fevereiro.