Interpretar no cinema é a arte da entrega. E como poucos, Camila Pitanga, Gustavo Machado e Zécarlos Machado fizeram dessa arte algo para lá de poético e instigante representando um triângulo amoroso em Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, um filme de Beto Brant e Renato Ciasca, em cartaz desde 20 de abril pelo Brasil.
Nas bem amarradas cenas, Cauby (Gustavo Machado) é um fotógrafo que desacredita do amor, deixa o trabalho em São Paulo e decide conhecer o interior do País. No meio da Amazônia, encontra Lavínia (Camila Pitanga), mulher enigmática, linda e multifacetada, casada com o pastor Ernani (Zécarlos Machado), de fala objetiva e certeira, pensa que as contradições humanas podem ser consertadas.
Eis que um triângulo amoroso se forma e dá forma à história. Três vertices: o corpo (Lavínia, a obsessão de Cauby), o olhar (Cauby, o seu desejo pela mulher do outro) e a palavra (Ernani, e seu idealismo do mundo). Por trás disso tudo, cenas tórridas de amor, as lutas pela terra, os sermões, a preservação da natureza em um lugar ameaçado pela devastação.
E não se pode deixar de falar sobre duas coisas: a sensacional parte da história contada por meio das fotografias de Cauby, completamente fixado em sua musa Lavínia, assim como os falsos finais, que criam infinitas, angustiantes e necessárias expectativas até o verdadeiro término da história.
Como se tudo isso ainda não bastasse, a produção do filme investe no tema nas redes sociais. Em meio a Twitter, Facebook, YouTube e Instagram, o público consegue contato com informações privilegiadas, conteúdos exclusivos, lista de salas de cinema onde Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios está sendo exibido e muito mais. Vale a pena conferir.
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