Rogeria

Morre a atriz Rogéria aos 74 anos no Rio de Janeiro

Uma notícia que a gente jamais gostaria de publicar. Mas, infelizmente, morreu a atriz Rogéria, aos 74 anos, no Rio de Janeiro. A confirmação da morte na noite desta segunda-feira, 4, foi dado pelo empresário da artista Alexandro Haddad e por Divina Valéria.

Rogéria faleceu algumas horas após ser internada novamente nesta segunda-feira com uma nova infecção urinária. Anteriormente, a transformista já havia sido internada por duas vezes para se tratar. Na primeira delas, chegou a passar alguns dias na UTI por conta de infecção urinária e respirava com a ajuda de aparelhos. Mas seu quadro melhorou e atriz teve foi para casa e tinha planos de voltar a trabalhar.

“Rogéria era uma artista maravilhosa. Era mais fácil trabalhar com ela do que com qualquer pessoa. Era só acender a luz que ela brilhava. Era sensacional. Ela se dizia a travesti da família brasileira. Ela levava a família brasileira pra ver seus shows. Nunca enchemos uma casa com shows como os dela. Era sensacional”, lamentou o cartunista Chico Caruso.

Ainda não há informações sobre o velório e nem detalhes sobre o que aconteceu. O empresário da atriz não deu detalhes ao site UOL e disse que apenas que está tratando da burocracia hospitalar neste momento.

Trajetória

Rogéria nasceu Astolfo Barroso Pinto e, divertida, sempre se gabou de ter mantido o “pinto” até hoje. A atriz cresceu em Cantagalo, interior do Rio de Janeiro, e se autodenominava a “travesti da família brasileira”. Ela era uma das mais antigas transformistas ativas no país.

Embora se considerasse um transgênero, nunca teve a intenção de fazer a cirurgia de redesignação sexual. Daí vinha a brincadeira com o sobrenome que “mantinha”. Começou na televisão como maquiadora na extinta TV Rio e trabalhou com grandes nomes como Bibi Ferreira, Elis Regina e Fernanda Montenegro. Depois, tornou-se vedete de Caros Machado, diretor e produtor de musicais

Na TV, Rogéria fez novelas como Tieta, Paraíso Tropical, Duas Caras, Lado a Lado e Babilônia. Também participou de humorísticos como Sai de Baixo e minisséries como Desejos de Mulher. Foi jurada de programas de auditório como Cassino do Chacrinha e Caldeirão do Huck.

Seu último trabalho em vídeo foi no documentário Divinas Divas, lançado em 2016, dirigido por Leandra Leal e baseado na peça de mesmo nome. Rogéria participava dos relatos ao lado de outras travestis pioneiras no Brasil.