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Jennifer Aniston não é indicada ao Oscar, mas supreende com atuação em Cake

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Duas analises são possíveis para Cake. Uma que foca no enredo, na direção e no roteiro – com spoilers  –  e outra que direciona o zoom para a protagonista interpretada por Jennifer Aniston. É segunda é a que vamos escolher.

No filme, Aniston dá vida a uma perturbada Claire Bennet, mulher que sofre um trauma bastante grande e desenvolve dor crônica. Quão difícil deve ser conviver 100% do tempo com dores fortes? Talvez essa dificuldade enorme a impeça de ser uma pessoa muito agradável ou, pelo menos, simpática e seu péssimo humor, algumas vezes cômico, mostra uma forma de fuga. E isso é, claro, super compreensível.

Sejamos sinceros, Aniston nunca foi um exemplo de atuação. Ela sempre nos conquistou pelo brilho no olhar, piadas bem escritas e um cabelo flawless, mas em Cake ela consegue, além de nos fazer rir, trazer lágrimas, comoção e transparência em um papel muito pesado e difícil.

Indicada ao Globo de Ouro, talvez ela merecesse também uma indicação ao Oscar. Apesar de que, como já falamos no post sobre Para Sempre Alice, as mulheres fizeram atuações gigantescas neste ano. Competir com Julianne Moore, Amy Adams e Reese Whinterspoon  seria um pouco complicado. No entanto, talvez esse destaque todo em Cake, agora que ela conseguiu provar que sabe se livrar das máscaras de queridinha e mergulhar em um universo mais sombrio e sensível, a leve ao rol das dignas de uma estatueta de Melhor Atriz.

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Vale chamar a atenção para uma brilhante atriz mexicana: Adriana Barraza. O tempero que ela dá a Silvana, melhor amiga de Claire, disfarçada na condição de empregada doméstica.  Também merece uma aclamaçãozinha a atriz Anna Kendrick, que tem um papel mais simbólico na trama, consegue também fazer a diferença na forma como encara a personagem.

No Brasil o longa irá se chamar Cake – Uma Razão para Viver. O subtítulo ilustra bem a busca de todos nós fazemos por uma condição melhor. A vida dá forninhos (Eita, Giovana!) um pouco mais pesados para algumas pessoas e o processo psicológico de Claire pode ser bastante inspirador.