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Imponente, U2 faz da sua ‘The Joshua Tree Tour 2017’ uma experiência única e memorável

Assim como estrelas cadentes, cometas, eclipses solares e lunares são fatos raros e que acontecem esporadicamente na história, a passagem da banda de rock irlandesa U2 por são Paulo com sua The Joshua Tree Tour 2017 também á algo histórico, memorável e que não vai acontecer de novo: quem teve o prazer – e a honra – de ver ao vivo vai lembrar para sempre.

Com quatro apresentações marcadas em São Paulo, todas com ingressos esgotados, Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. decidiram deixar seu novo álbum de inéditas de lado (o projeto não foi finalizado) para colocar na estrada uma turnê em celebração aos 30 anos de lançamento do aclamado The Joshua Tree. Segundo o vocalista, esta foi a decisão certa de se fazer: “o cenário político-social mundial pede por um projeto como esse”. E Bono tem toda a razão.

Impossível não sem impressionar com o palco projetado para esta turnê. Formado basicamente por um telão de proporções épicas, ele traz a icônica árvore (símbolo do álbum) gravada no painéis de LED… É ela também que dá forma da passarela que deixa o grupo mais próximo do público.

E é neste “segundo palco” que o show começa: nada de vídeos de interlúdios, artifícios ou jogos de luzes – quando menos se espera Larry Mullen Jr. já arrebata o público com as batidas inicias de Sunday Bloody Sunday. De forma “intimista” é onde a banda começa seu espetáculo, seguido de New Year’s Day, Bad e Pride (In The Name of Love). Ali, percebemos que não estamos apenas presenciando mais um show do U2, estamos em um show que vai representar um marco para a história do grupo irlandês.

Imponência sonora e visual

Lembram-se do telão? É só na quinta música que ele é ligado e a partir daí hipnotiza até os últimos acordes da apresentação. Com a árvore símbolo da turnê gravada sobre ele, Bono e cia. se dirigem ao palco principal para tocar na íntegra o The Joshua Tree.

Seguindo a ordem das músicas do álbum, o U2 faz o público cantar a plenos pulmões hits como Where The Streets Have No Name e With Or Without You. Mas também deixa faixas “lado B” terem seu momento de destaque – Exit, por exemplo, traz um trabalho de efeitos visuais de cair o queixo. Nunca vimos uma banda explorar tão bem um telão como neste show.

Se a guitarra de The Edge fisga a nossa alma a cada novo solo, as cores, projeções e efeitos do suntuoso telão também são um show a parte. Fazendo uma mistura de cenas/filmes pré-gravados com takes ao vivo da apresentação, as imagens vistas no telão impressionam.

Tom político

A turnê não é apenas uma celebração, ela traz consigo também um momento de reflexão: “30 anos depois e tudo continua o mesmo. 30 anos depois e tudo mudou” declara Bono no início do show.

Junto às projeções e durante suas músicas, mensagens críticas e de apoio são exibidas e/ou ditas pelo vocalista.  E tem espaço para tudo: desde fortes críticas ao atual presidente dos Estados Unidos até a celebração da mulher na história mundial – realizada durante Ulta Violet (Light My Way) – com as fotos de algumas delas no telão. Tarsila do Amaral e Taís Araújo são algumas delas!

Larry Mullen Jr. volta para o primeiro bis com uma camiseta escrita ‘censura nunca mais’, para delírio do público. O show é finalizado com a bandeira do Brasil projetada sobre o imenso telão. O grupo deixa mais do que claro que vai usar sim de sua influência para ajudar nas causas que acredita e apoia.

Fábrica de hits

Após finalizar de tocar The Joshua Tree, a banda deixa o placo. Hora de se preparar para o bis – são 2 no total. Na primeira parte, o estádio do Morumbi tremeu ao som de Beautiful Day, Elevation e Vertigo. Queridinhas do público. A última música é One, que fecha com chave de ouro o espetáculo que foi esta turnê.

U2 ainda se apresenta nesta quarta (25), quando finaliza sua passagem pelo país.