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FQ Entrevista! Fantine Tho fala sobre participação no The Voice Holanda e possível retorno do Rouge

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Fantine Tho deixou todo o Brasil surpreso ao vê-la, nesta semana,  arrasando no The Voice of Holland, a versão original do reality show que faz sucesso pelo mundo. Ela soltou aquela voz doce e poderosa e o resultado não foi diferente daquilo que esperávamos: aprovada por três jurados e classificada para a nova fase da competição.

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Daí fizemos a linha cara de pau: procuramos Fantine, perguntamos se ela topava falar com a gente e a fofa respondeu rapidamente, com um enorme SIM! Se ficamos felizes? Estamos pulando até agora!

Na nossa conversa, falamos sobre a participação no The Voice, o possível retorno do Rouge e também teve espaço para a vida pessoal. Fantine revelou que terminou seu casamento e agora pensa em se dedicar ainda mais à música e continuar sendo uma bela referência à filha, Christine. Voltar ao Brasil? Não tão cedo…

Veja abaixo como foi nossa conversa com Fantine:

O que te motivou a participar do programa?

Fantine: Conversas e conversas com amigos e um ótimo incentivo da direção do programa. Me inscrevi em todas as temporadas, para todas fui convidada, não compareci a nenhuma. Até que decidí parar de hesitar e começar a arriscar profissionalmente novamente. Minha intenção é abrir portas e fazer meu nome na Holanda para realizar o que tenho em mente musicalmente. É universal, as pessoas prestigiam, escutam, respeitam e apoiam mais quem vêem na televisão. O programa é uma espécie de entrevista de trabalho, compartilho meu CV, mostro 100% do que faço e me apresento ao público. Com isso, espero conseguir trabalho, como todo mundo. Além disso, me separei e minha primeira reação foi voltar ao Brasil. Quando percebí que minha filha cresceria sem o super pai que ela tem e que viver no Brasil é difícil e caro demais pra um cidadão de classe média, voltei para o primeiro mundo decidida a dar tudo de mim profissionalmente para ser uma mulher independente e realizada. Só assim consigo ser a super mãe que quero ser e a Fantine que sempre fui. Arriscando.

Seu reencontro com as meninas do Rouge no ano passado tem algo a ver com sua vontade de retomar a carreira musical?

Fantine: Reecontrar o Rouge com certeza me inspirou muito. No entanto, nunca deixei a carreira musical. Fui para o underground. Continuei compondo e gravando em parceria com músicos fantásticos, como Jean Dolabella, do Sepultura; Clay Perry, que trabalhou com Julio Iglesias; meu irmão, John Tho; com meu CD produzido pelo Joost van den Broek, do After Forever; e faço shows com músicos super prestigiados na Holanda. Ganhei concursos com minhas composições e fiz trabalhos para o WAAD – Dia mundial da conscientização do Autismo. Enfim, sair da mídia não é abandonar a carreira. Deixei de ser comercial por um período pra me desenvolver artisticamente e me conhecer melhor.

E como foi sua chegada até o palco do programa? Além de se inscrever teve que passar por algum tipo de peneira antes?

Fantine: Passei por duas peneiras

Qual sua relação com a música Leave The Light On? Por que a escolheu? Pergunto isso porque Beth Hart é pouco conhecida pelos brasileiros.

Fantine: Beth Hart tem bastante público na Holanda, mas também é pouco conhecida aqui. A canção abrange graves e agudos, voz de cabeça e peito, melodia maravilhosa, dramática, profunda, intensa e pop, além da letra contar uma parte da minha história também. Embalagem perfeita. Me identifico muito com o trabalho dela. Gênero musical, Rock/Blues, personalidade no palco, instrumentista, compositora, dócil e agressiva. Ela acabou de gravar com o Joe Bonamassa que lembra muito meu irmão. Vários detalhes que se enquadram. Meu sonho é tocar com ela. Uma vez estava tocando no Paard Cafe enquanto ela tocava no Paard van Troje (salão do lado) simultaneamente, foi o mais perto que cheguei.

No vídeo, deu para ver que você ficou muito surpresa ao ser aprovada por três jurados. Mesmo tendo vencido o principal reality show musical no Brasil e ter feito grande sucesso por aqui, ainda se sentiu insegura?

Fantine: Nossa, chorei a noite toda. Detesto me ver na TV. Acho que corrompe toda experiência interna. Não curto me ver dentro de embalagens, prefiro reviver o momento como realmente foi. É como ler um grande livro e assistir o filme depois, sempre decepciona. Acho muito decepcionante me assistir, por melhor que o programa seja. E, claro, não é porque fiz sucesso no passado que me garanto no presente. Igual ao futebol. Quando o Brasil entra em campo todo mundo se intimida, o mundo inteirinho, mas quantas vezes decepcionamos? Com certeza é motivo de orgulho e confiança, a experiência também ajuda muito, me sinto bastante segura na hora de trabalhar, sinto que me destaco em função de tudo que passamos no Popstars, mas isso não garante sucesso. Passado é passado! Quando vejo o nível dos outros talentos penso que deveria ter procurado trampo na produção (risos). Já é uma grande vitória chegar onde cheguei.

E por que escolheu o time do Marco Borsato?

Fantine: Prestei bastante atenção na mentalidade de cada coach. O Marco é o mais experiente, sensível, influente, culto, pessoal e interessado em investir na carreira do artista depois do programa. E como minha intenção não é vencer e sim ter continuidade, ele é o cara!

Já pensou nas músicas que cantará na próxima fase? Tem alguma do Rouge que você pense em apresentar?

Fantine: Engraçado, perguntaram se gostaria de cantar Underneath Your Clothes em uma das peneiras, mas Beth Hart acabou sendo mais forte. Já sei qual será a próxima canção, mas não posso contar.

Por falar em Rouge, os fãs ainda sonham com uma turnê de despedida. Ela vai acontecer?

Fantine: Estamos trabalhando pra que alguma coisa saia. Tem que sair, né?

Para finalizar, o que seus fãs brasileiros podem fazer para te ajudar a vencer o reality?

Fantine: Haha, que pergunta fofa! Vencer é muito otimismo, mas compartilhar os videos no YouTube e comprar os singles ajuda bastante. Não só do material do The Voice, mas meu próprio trabalho. Movimentação nas redes sociais, Twitter, além de curtir minha página no Facebook (www.fantinetho.com). Na verdade, sou mais feliz se curtirem o som sem que eu precise cobrar (risos).