Foto: Reprodução

Em SP, 5H compensa pouca produção com hits e muita potência vocal

Sou fã de música pop, logo, adoro uma girlband, mas confesso que muitas se assemelham então, vira e mexe, dou um fora falando coisas do tipo “adoro a música X das meninas do (insira aqui um grupo)”, até que alguém interfere e me explica que troquei os nomes. Conheci  Fifth Harmony apenas após o lançamento do primeiro álbum das meninas, não acompanhei a evolução do grupo desde o X Factor e também não fui ao show na primeira vez em que elas se apresentaram aqui em São Paulo. Bom, passado algum tempo e com um maravilhoso segundo álbum – o 7/27 já estava na hora de ver, e ouvir, o grupo ao vivo. Afinal, queria tentar entender tanto frisson em volta de Ally, Normani, Dinah, Camila e Lauren.

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Fui então ao Espaço das Américas assistir ao último show do 5H no país. Com ingressos esgotados em cerca de duas horas (mais de dois meses atrás), era esperado o alto número de fãs: oito mil pessoas lotaram o espaço. Com pontualidade, às 21h, elas subiram ao palco com Body Rock, seguida de Miss Movin’On. As meninas usavam camisetas do Brasil e adereços com a estampa da nossa bandeira. Destaque para Normani que usava uma camiseta do São Paulo FC, muito provavelmente para homenagear nossa cidade. Os torcedores de outros times concordaram que não precisava né? Mas ok, rs.

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Passada a euforia de ver a girlband ao vivo pela primeira vez e das músicas de abertura, reparei na simplicidade do palco: apenas uma cortina e uma “escada” com uns três degraus. Só isso. Nada de banda, adereços ou painéis. As músicas eram todas cantadas com bases pré-gravadas. Obviamente que isso tudo era compensado pela potência vocal do grupo e pela simpatia. A todo o momento elas agradeciam o carinho do público e arriscavam palavras em português.

Nem uma falha em todos os microfones , sim, eu disse em todos os cinco aparelhos, durante a música We Know afetou as meninas ou o público. E eu que cheguei a desconfiar de playback! Enquanto a produção corria para resolver o problema, os fãs entoaram a canção a pleno pulmões e as meninas se divertiam fazendo um “revezamento” de microfones enquanto os novos aparelhos funcionando eram entregues. Confiram:

No setlist senti falta de mais músicas do novo álbum (foram apenas quatro, se não me falha a memória), visto que a turnê leva justamente o nome do último trabalho lançado por elas. Mas isso não fez com que o show tivesse menos energia e/ou pareceu incomodar os fãs: do começo ao fim – a apresentação foi curta, durou 1h20 -, as meninas do Fifth Harmony tiveram um coro de fãs cantando todas as letras.

Destaque para This Is How We Roll, que transformou o espaço em uma grande balada com suas batidas fortes e ritmo eletrônico, e para as faixas Bo$$ e Work From Home, que funcionaram perfeitamente para que elas pudessem mostrar porque são uma girlband: muita coreografia, sensualidade e bate cabelo. O show terminou com aquele gostinho de quero mais. O grupo poderia ter incluído mais umas três faixas em suas apresentações, aposto que ninguém ia reclamar! Obrigado pelo convite, Midiorama!

Confiram trechos do show postados por fãs: