Foto: Reprodução

Sábado do Lollapalooza BR é marcado por som bom e alto, além de grandes filas

O festival Lollapalooza Brasil já se tornou queridinho entre o público, prova disso foram as mais de 100 mil pessoas que lotaram o Autódromo de Interlagos neste sábado, durante o primeiro dia de festa. Com público recorde, o dia foi marcado por apresentações memoráveis, alguns clichês, caixas de som com volume no talo e muitas, muitas, mas muitas filas.

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Neste ano foi implementada a tecnologia cashless, na qual uma pulseira serve tanto como ingresso para adentar o evento como para realizar as compras (basta colocar créditos). Acontece que o que era para facilitar e modernizar o processo, se virou contra o próprio festival: pessoas chegaram a enfrentar 1 hora de fila para pegar uma cerveja/refrigerante.

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Faltou preparo e treino de como lidar com a novidade. Nós, do FQ, chegamos a pegar 40 minutos de fila e vimos em diversos lugares pessoas revoltadas pois ao chegar à boca do caixa tiveram que ouvir frases do tipo “acabou a cerveja” ou “a água está quente”.

Vamos ver o que a produção do Lolla irá tentar fazer para corrigir isto hoje, neste segundo dia, que traz The Strokes e The Weeknd como headliners.

Alto e bom som

Em relações aos shows do sábado, (quase) todos os artistas fizeram a lição de casa. Dos lugares em que nossa reportagem acompanhou as apresentações, as caixas de som estavam todas ligadas e com volume perfeito para que todos conseguissem curtir a música em alto e bom som.

O DJ Don Diablo veio direto de sua apresentação no festival de eletrônica UMF, em Miami, para o palco Perry’s no Lolla e disse que o público brasileiro é um dos melhores que ele já viu. Arrasamos! ?

Os meninos do The 1975 se surpreenderam com a legião de fãs que cantaram todas as músicas do começo ao fim. O clima do show, no final da tarde, foi bem delicinha e super curtimos o som deles. Vale ficar de olho!

Com seu show de luzes hipnotizador, o ingleses do The xx fizeram – na nossa opinião – o melhor show do dia. Mesmo em um super palco e com uma multidão de fãs na plateia, o trio conseguiu criar com sua música um clima intimista. As batidas criadas por Jamie combinadas com as guitarras e baixos poderosos de Romy e Oliver transformaram o show em uma experiência única. No setlist, provaram que conhecem muito bem seu público ao misturar as músicas de seu novo álbum, I See You, com hits dos dois anteriores. Crystalised, VCR e Sunset foram algumas das certeiras escolhas. Ao final, não tiveram como esconder a emoção ao receber todo o carinho e muitos minutos de aplausos do público que encheu o palco Onix.

Os headliners

Para encerrar a noite haviam duas escolhas: para os fãs de heavy metal, o Metallica subia ao palco Skol para fazer um grandioso show. Para todo o restante do público havia o duo The Chainsmokers, no palco Axe.

E olha… bem ruinzinho o show. A dupla de DJ’s é truqueira rs rs rs rs. Com uma mixagem fraca, clichês a rodo, vocal bem desafinado e escolha de músicas bem duvidosa (I Write Sins Not Tragedy, do Panic! At The Disco em pleno 2017? Sério?), o show foi dos mais genéricos.

Muito papel picado, fumaça e efeitos de fogos de artifício até animaram o grande público presente, mas era notável que faltava algo a mais. A dupla precisa ainda de muita coisa se quiserem continuar a se tronaram grandes pop stars mundiais.