Crítica | Katy Perry esbanja simpatia e esconde falhas com show performático em SP

Todas as críticas a respeito de Katy Perry giram em torno de suas conhecidas desafinações durante suas apresentações ao vivo. Principalmente quanto se trata da californiana cantando o hit Firework. Mas não foram muitas às vezes que a cantora saiu do tom durante sua apresentação em São Paulo, na noite deste domingo, 25.

Com uma estrutura de palco que permitia boa interação com o público, além de diversos aparatos que deixavam o ambiente lúdico e no clima da concepção visual da turnê California Dreams, Katy iniciou seu show com apenas cinco minutos de atraso, às 20h05. Teenage Dream é o hit que abre o espetáculo, após a exibição de um trecho do vídeo que traça a narrativa do show e tem um “que” de Alice no País das Maravilhas.

Ao longo da apresentação, inúmeras trocas de roupa, dançarinos bem coreografados, performances com bailarinas nas alturas penduras por fios, backing vocals atentas e preparadas para assumir sempre que a voz principal faltar ou quando o público, tímido, não soltar a sua. Todos os artifícios são bem arranjados de forma que a plateia, encantada, não percebe ou nem dá bola se Katy está uma oitava acima ou uma sétima abaixo do tom. Destaque para as performances ao som de Peacock, E.T., Hot N Cold, I Kissed a Girl e California Gurls.

Muitos adereços, papel picado, bazuca em formato de doce, show de laser e uma bela cauda de pavão, além de, claro, o vestido de bandeira do Brasil. E, não vamos negar, algum playback.

Muitos adolescentes, de no máximo, 16 anos faziam parte do público na pista comum. Mas o felizardo para ganhar o beijo de Katy foi um rapaz de 17 anos, que tirou a camiseta na pista premium, chamado Ian, de Analândia, interior do estado.

Após cantar várias músicas mais lentas em seguida, o público ficou um pouco desanimado, mas não a ponto de deixar o show esfriar. “Eu não sei o que vocês estão cantando, mas eu amo vocês”, disse Katy por não entender português após a Chácara do Jockey acordar, e voltar com tudo a participar do show ao coro de “Katy, eu te amo”. Tanto que a californiana emocionou-se a ponto de algumas lágrimas rolarem de seus olhos, momento exibido em close no telão.

Duas horas de música, interação, gracinhas e a confidência de que “queria saber falar português”. Katy Perry parecia se divertir. O público, mais ainda. Uma apresentação que valeu ser assistida, sempre que as câmeras dos fãs que fotografavam e filmavam tudo permitiam. Ou quando os pais resolviam baixar as crianças que estavam carregando nos braços. Vale o preço. Vale a noite.