Foto: Divulgação

Crítica | Coala Festival celebra a música brasileira e espalha ‘good vibes’

Indo na contramão dos grandes festivais que preenchem cada vez mais o calendário de eventos da cidade, o Coala Festival aposta em celebrar os talentos nacionais e proporcionar uma experiência que misture a euforia de ver o artista que você tanto ama com passar bons momentos ao lado dos seus amigos. E foi assim mesmo que passamos nosso último sábado, dia 3.

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Desafiando a previsão do tempo que apontava um dia chuvoso, o Coala Festival ocupou o Memorial da América Latina sobre um forte sol durante a tarde e uma brisa geladinha à noite. No seu lineup, os principais nomes da “nova MPB” dividiam o palco com DJ’s de tradicionais festas da cidade entre um show e outro.

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O público, que lotou o espaço mas sem o tornar insuportável de se locomover, era do mais variado possível: das unhas coloridas e cabelos estilosos, passando pelos mais ‘low profile’ até chegar aos que celebravam a moda livre dos preconceitos de gênero, cantavam, gritavam, celebravam e espalhavam o amor. Sério, fazia tempo que a gente não ia a um lugar tão gostoso de passar o tempo.

O grito de ordem era ‘good vibes’: parecia um grande encontro de amigos. Todos bebendo, cantando e conversando. Uma delícia! No palco, música da melhor qualidade. DJ’s como Tutu Moraes (da festa Santo Forte) usaram e abusaram do nosso vasto catálogo de clássicos da MPB e animaram o público entre uma apresentação e outra.

Agora vamos falar dos shows: Silva abriu os trabalhos do dia com seu já conhecido jeito tímido que derrete nosso coraçãozinho. No repertório, sucessos de seus três álbuns com destaque para Júpiter, lançado no final do ano passado. Logo depois foi a vez de Lila, que animou o público com suas composições e covers.

A cantora Céu trouxe um estilo mais intimista para o seu show, com roupas escuras hipnotizou aqueles que estavam presentes no quase lotado Memorial. Cícero convidou Marcelo Camelo para se apresentar junto a ele e o resultado não poderia ter sido melhor: o público amou.

Com a noite já instalada sobre um céu nublado e uma brisa gelada, foi a vez do Baiana System colocar todo mundo pra pular. Aquecimento perfeito para a grande atração do festival: nossa mamacita Karol Conka mostrou mais uma vez o motivo de estar ganhando cada vez mais espaço na mídia e no coração das pessoas.  Com rimas ferozes, ritmo viciante e versos ácidos, a curitibana encerrou o dia com chave de ouro.

A terceira edição do Coala serviu para mostrar que o festival veio para ficar: seja pela ótima organização, programação variada ou pelo público mais amor de SP, o evento conquistou nosso coração e mostrou que o Brasil não deve nada pros grandes festivais lá de fora. Já viramos Coaláticos! 😉