ColdplayFoto: Reprodução

Com surpresas, hits e espetáculo visual Coldplay arrebata 45 mil pessoas em São Paulo

Estamos chegando ao final do ano e o calendário de shows está intenso: toda semana até o final do ano teremos pelo menos um artista internacional se apresentando em terras tupiniquins. Isso é um problema? Claro que não, inclusive, amamos demais. Ainda mais quando estamos falando de apresentações como a do Coldplay que rolou ontem, terça-feira, na Allianz Arena.

Na primeira noite de apresentações do grupo no Brasil – os britânicos tocam hoje novamente em SP e dia 11, em Porto Alegre –, Chris Martin e seu grupo encantaram um público de 45 mil pessoas com um espetáculo que dificilmente será esquecido.

Seja pelo setlist recheado de hits, o ânimo da banda, os efeitos visuais ou a euforia do público presente – todos os shows do grupo no Brasil estão esgotados – o Coldplay realmente faz valer o sentido da palavra show.

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Surpresa(s)!

A começar pela maior surpresa da noite: a banda escolheu a cidade da garoa para fazer o registro da sua turnê A Head Full of Dreams. Isso mesmo, o próximo DVD da banda será com a bandeira verde e amarela. A justificativa da escolha do local? Nós somos o público mais animado e amoroso nas palavras do próprio Cris.

Outra surpresa maravilhosa foi um dos momentos mais fofos do shows. O baterista da banda – o ursinho Will Champion <3 – assumiu os vocais de In My Place, para nosso deleite. O hit foi tocado no “palco C”, bem próximo à plateia que estava nas arquibancadas inferiores do estádio. E sim, o grupo tinha três palcos para a apresentação – o principal, o secundário (ligado ao principal por uma passarela) e este menor ao fundo da arena.

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Mais uma surpresa que rolou – mas essa nada boa – veio algumas horas antes da apresentação. A banda informou através de suas redes sociais que a apresentação naquela noite teria que ser atrasada devido a um problema com a logística de transporte dos fogos de artifícios usados no show. Antes previsto para às 21h, a banda só foi subir no palco após às 22h20. Mas ok, ninguém nem lembrava mais disso ao final.

E logo no começo de Charlie Brown, Chris Martin manda parar tudo! EITA! Tudo para pedir para o público, pelo menos nessa música, esquecer da existência do celular e apenas curtir muito o momento, para que a banda se lembrasse daquele momento para sempre. Aplaudimos muito a atitude do cantor – sim, também tiramos fotos e fazemos pequenos vídeos nos shows, mas tem uma galera que extrapola e passa 100% da apresentação com o troço pro alto. ¬¬

Uma banda de hits. Uma banda de pop rock. Uma banda romântica

Coldplay é já faz um bom tempo uma banda popular: todo mundo já ouviu e conhece alguma música deles. Seja através do rádio, de um amigo, filme ou novela músicas como Yellow, Clocks, Viva La Vida e Paradise estão na ponta da língua e, claro, elas não ficaram de fora do setlist democrático.

É justamente nessa mistura que a banda não consegue se achar em um único gênero.  Não que isso seja necessariamente ruim, mas gera momentos como quando a banda sai de uma versão rock (maravilhosa, por sinal) de God Put A Smile Upon Your Face para a alegre e colorida Paradise. Depois disso, deixa as batidas pesadas de lado para emendar Always In My Head, Magic e Everglow.

Mas é isso que o Coldplay já entendeu que é – para todos. Prova disso é o sucesso estrondoso do público que reúne no seu show jovens, casais, famílias e até a terceira idade.

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As definições de espetáculo foram atualizadas

E se a noite era especial com direito a gravação de DVD, nada mais justo do que um show de encher os olhos, não é mesmo? E olha… Ficamos encantados, maravilhados e com os olhinhos cheios de lágrimas em diversos momentos do show.

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Desde chuvas e mais chuvas de papeis picados no formato de borboletas (e depois estrelas), passando por uma supercâmera aérea que filmava a apresentação em 360° chegando aos lasers do palco, formato do telão e fogos de artifício, A Head Full of Dreams é um turnê colorida e cheia de vida.

Outro efeito encantador fica por conta das pulseiras que todos ganham na entrada do show. Em diversas músicas elas se acendem e mudam de cor. Sério, ver o estádio inteiro colorido e iluminado deixou nosso coraçãozinho cheio de amor.

Quer mais?

Vale destacar também, mesmo que rapidamente por aqui, a abertura do show que ficou a cargo da brasileira IZA. Ainda não muito conhecida do grande público, essa maravilhosa mostrou a que veio e correspondeu incrivelmente à responsabilidade que lhe foi dada. Ovacionada pelos presentes, a dona de Pesadão, levantou geral e está de parabéns.

A banda repete seu show na noite de hoje – com abertura da cantora Dua Lipa e também com gravações de DVD – antes de seguir para Porto Alegre e depois terminar a turnê na Argentina, nos dias 14 e 15.

Para quem, infelizmente, não pode estar presente nos shows aguardem que logo logo o registro do show deve ser lançado. Enquanto isso, curta os rapazes no Spotify: