'Adoro que alguém me diga que não sou capaz', diz Cauã Reymond sobre talento x beleza
No ar em Avenida Brasil vivendo o jovem perturbado Jorginho, Cauã Reymond tem mostrado que realmente não apenas mais um rostinho bonito. Com um personsagem cheio de complexidade, o rapaz que antes da televisão trabalhava como modelo, vem se destacando na trama ao lado de Adriana Esteves e Débora Falabella.
E hoje, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma entrevista com o galã, que acaba de ser pai de uma menina, fruto do namoro com a atriz Grazi Massafera. Nesse bate papo, Cauã se mostra interessado em cada vez melhor e incomodado com a ligação entre o famoso estigma de que atores e atrizes bonitos têm pouco talento. Além disso, fala sobre os desafios da profissão, sua vibe política, infância, sessões de análise e muito pouco sobre a recente paternidade. Confira os melhores trechos:
Infância
"Eu estudava em colégios mais caros, colégios particulares, mas, quando voltava para a casa da minha mãe, não tinha a estrutura da maioria das crianças que estudavam naquela escola. Eu frequentava um ambiente do qual não fazia parte. Isso me deu vontade de conquistar coisas."
Talento x Beleza
"Sofri [preconceito], sim. Mas acho que o preconceito me deu uma gana, me dá uma gana. Às vezes, uso isso como um combustível. Adoro que alguém me diga que não sou capaz. É aí que vou atrás."
Carreira
"Acho que é [Jorginho] o personagem de maior destaque que fiz na TV até hoje. Dei muita sorte, nos últimos anos, com os meus personagens. Tive uma virada na carreira que foi superimportante em 2007 e 2008, com A Favorita, do João [Emanuel Carneiro]. Depois, em Passione, do Silvio [de Abreu], fiz um dependente químico, um personagem que foi bem interessante para mim, que me trouxe coisas positivas."
Terapia lacaniana
"[Escolhi a vertente lacaniana] Porque não queria ser acolhido. Fui muito sedutor e acho que, em muitos momentos, inconscientemente, acabo manipulado. Então, precisava de alguém que fosse frio comigo. Minha analista é fria comigo [...]o objetivo era esse mesmo, me colocar de castigo. Porque acho que a gente cresce na adversidade, nos momentos de dificuldade".
Paternidade
"[Ser pai não mudou nada na minha vida] Sempre fui responsável, e a paternidade já se encaixava na minha responsabilidade"
Política
“Num momento mais naïf, mais ingênuo, fui petista. Agora não tenho partido [...] O ator é o personagem que está fazendo naquele momento. O público não tem de associá-lo a partido político ou outros ideais
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